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O que esperar do Gre-Nal 427 pela Libertadores?

Momentos opostos. Era pra ter sido antes da páscoa. Vai acabar sendo na Semana Farroupilha. Essa abertura ilustra um pouco da loucura do ano de 2020 e também muito do que podemos imaginar para o segundo Gre-Nal da história pela Libertadores.
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O QUE ESPERAR DO GRE-NAL 427 PELA LIBERTADORES?

Momentos opostos. Era pra ter sido antes da páscoa. Vai acabar sendo na Semana Farroupilha.
Essa abertura ilustra um pouco da loucura do ano de 2020 e também muito do que podemos imaginar para o segundo Gre-Nal da história pela Libertadores.

É um clássico de fases opostas e, obviamente se tratando do Gre-Nal, um equilíbrio antagônico até no paradoxo do momento de cada equipe. Explico: se pegarmos o momento recente de cada time, o Inter é favorito. Por inúmeras rodadas foi líder do Brasileirão, lidera o grupo da Libertadores e joga melhor – mesmo que com justas críticas de muitos torcedores. O Grêmio, por sua vez, vive a fase mais sinistra da era Renato desde 2016. O time joga mal recentemente, parece um amontado de jogadores em campo e carece da identidade que o fez campeão.

Porém, se pegarmos o histórico recente de Gre-Nais, o favoritismo se dará ao Grêmio. Explico: O Inter com Coudet jogou quatro clássicos. Perdeu três. Não venceu nenhum. Nove jogos desde a última derrota do Tricolor. Traduzido em tempo, isso dá dois anos.

O que conta mais para definir favoritismo? Eu voto em branco nessa questão. Pois na verdade o Gre-Nal é gangorra, por coisas como as que escrevi acima.
O Gre-Nal também é balança. Ambas as equipes vão ao Beira-Rio hoje a noite com uma série de desfalques que beira a casa da dezena e com muitos mistérios que só serão resolvidos quando as escalações oficiais forem anunciadas, minutos antes do jogo.

Resta a nós, meros torcedores e entusiastas, a especulação. Vale inventar o que for, até foguetório em hotel (ainda que a torcida colorada tenha soltado os foguetes no hotel errado). Tudo isso é folclore, tudo faz parte do clássico.
Sem torcida, dessa vez, perde-se um pouco do brilho do que seria o maior de todos os Gre-Nais. Mas é pela Libertadores. É pra definir ou, no mínimo, encaminhar a classificação do grupo. É por Renato escapar do mau momento ou Coudet acabar com os tabus.

É Gre-Nal. E o que esperar de Gre-Nal, eu não preciso dizer.

Vocês já sabem.

Paulinho Rahs


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