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Já não é mais medo, é desespero

Esse título não é corneta, é informação. Entenda o porquê: 
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Durante duas semanas nos acusavam por “arregar” e nós, como bons gremistas, não entediamos o motivo. A bolha que vivem é tão grande que foram capazes de tirar do além a ideia de que o Grêmio queria adiar o jogo. Agora, analisando a partida, bem que eles queriam que tivesse sido adiado…

Eu não vou falar de individualidades nesse momento, mas ontem algumas estrelas brilharam, na verdade, quase todo o time de Renato Portaluppi brilhou, apesar dos quatro meses longe da bola.

Procurem desculpas, falem do gramado, falem que a mudança de estádio desfavoreceu, falem do juiz, falem o que quiserem. No placar deu o óbvio (e ainda saiu barato). O Grêmio mereceu. Nós gremistas, que aguentamos por duas semanas o lado de lá falando que estávamos com medo, merecemos.

Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida, é que não se ganha no grito. O rival gritou, gritou e esqueceu de jogar. Seguimos invictos. O novo normal é o mesmo de sempre. 

Seguimos invictos há 8 clássicos. Geromel e Kannemann nunca perderam ao jogarem juntos. Nos últimos dois anos, o único gol que tomamos (pasmem) foi contra. Ganhamos na Arena, ganhamos no estádio deles e ganhamos no Centenário. Por qual motivo nós, imortais, deveríamos ter medo?  

A verdade é que, nenhum dos dois lados tem medo. Isso mesmo, nem Grêmio, nem eles. No lado de lá já deixou de ser medo: agora é desespero. Tentaram tantas vezes usar essa frase com a gente, que mal sabiam que falavam de si mesmos.

Ah, e antes que eu me esqueça. Parabéns ao Kannemann, mais uma vez manteve o alto nível jogando durante 90 minutos com o peruano dentro do bolso. (O diferencial deles é meio estranho).

Escrito por: Fabíola Thiele.

Lucas Uebel / GFBPA

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