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A VITÓRIA QUE FOI UMA AULA

Ensinamentos do 3×1 sobre o Vasco, no Rio de Janeiro
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Além dos importantes 3 pontos que a vitória sobre o Vasco nos deu, ela pode ter gerado valiosos aprendizados ao Grêmio. Mais importantes que os pontos na tabela. E, talvez, mais importantes para 2020 do que ainda para 2019.

Antes do jogo começar, todo gremista ou analista esportivo já resmungou: “Michel e Rômulo juntos?” “Paulo Victor no gol?” Duas reclamações quase unânimes em grupos de WhatsApp, Twitter, mesas de bar etc. Pessoal queria uma chance para o jovem goleiro Phelippe Megiolaro, da Seleção sub-23. Pessoal também queria um meio-campo mais equilibrado.

E o pessoal estava certo: o jogo começou e o Grêmio se mostrou ineficiente no meio-campo. E, logo no início da partida, sofreu um gol numa falha irritante de Paulo Victor. Se antes era teoria, agora é prática: Paulo Victor não serve; Rômulo e Michel juntos é suicídio.

Renato desfaz o erro ainda cedo, no 1º tempo: Pepê no lugar do amarelado Michel. Grêmio melhora. Gol de Pepê. Agora já é mais do que prática: é prova científica. O que todos resmungavam antes do apito inicial se torna uma verdade cientificamente comprovada. Renato arrumou a besteira e o Tricolor mudou da água pro vinho, rapidamente (aliás, que golaço do Pepê).

Mas ainda tinha Rômulo em campo. Jogador também questionado (com razão). E muita gente dizendo: “inadmissível o Darlan ser banco desse Rômulo”. Pois não é que o Darlan teve que entrar no jogo? Foi na vaga do Thaciano, que se lesionou, mas entrou. E mostrou 10x mais futebol que Rômulo e tantos outros jogadores. Num desarme preciso do guri, gol do Cebola. Virada! Nunca vi Rômulo protagonizar lance parecido. E teve muito mais chances que o Darlan no time.

Pra não ficar só nas broncas, uma estrelinha pro Renato no fim da aula: gol de Luciano. Outro erro antigo que todos os gremistas do Planeta Terra cansaram de comentar se chama André. Um erro no qual Renato insistiu por 1 ano. Talvez esteja se convencendo, ontem acertou. Luciano fez partida interessada, se doou, correu, marcou, armou, chutou. Não foi incrível, mas melhor que “antigo” titular, de longe (o que não é tão difícil). Cumpriu a função tática de evitar que o André jogasse (risos) e foi coroado com um gol de pênalti que ele mesmo sofreu. Foi também uma espécie de prova científica de que colocá-lo no lugar do André é acerto.

Todos os gols do jogo, o que tomamos e os que fizemos, trouxeram doses de aprendizagem consigo. Basta ver se o Renato (e no caso do goleiro, a Direção) vai agarrar esses aprendizados ou esperar mais um pouco para ter certezas (o que seria um erro). O ano de 2019 inteiro já mostrou e nos ensinou muitas coisas, mas o jogo de ontem não podia ter sido mais didático.

Saudações azuis, pretas e brancas.
Lucas von.

PODCAST “PITACOS DO VON”

Episódio de 31/10/19

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Foto: Grêmio FBPA

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